Alex Atala inaugura o Bio, focado em comida saudável e seu mais informal restaurante

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Único chef brasileiro detentor de duas estrelas Michelin, Alex Atala hasteou mais uma bandeira em São Paulo. O dono do D.O.M., do Dalva & Dito e do Açougue Central inaugurou no início de maio (4/5) o Bio, seu mais informal (e barato) restaurante.

BIO4O endereço de cozinha rápida surgiu no ponto onde era o extinto Bardot, na esquina das ruas Clodomiro Amazonas e Horácio Lafer, no Itaim. Um dos diferenciais do Bio é o horário de funcionamento. Serve non stop, das 8 da manhã às 11 da noite, um menu extensíssimo, que inclui açaí com granola caseira, tapiocas, vitaminas para comer de colher, sucos, pães, sanduíches, saladas, arrozes e carnes.

BIO5Em duas das três visitas realizadas, Alex Atala estava presente acompanhando a operação — prova que não só emprestou o nome para o projeto, no qual divide a sociedade com os irmãos Eduardo, Ricardo e Maurício Landim (da rede Frutaria São Paulo e do restaurante nipo-peruano Osaka).

Diferentemente das outras casas de Atala, o Bio não tem grandes pretensões gastronômicas. Aposta em receitas descomplicadas e rotativas e segue a filosofia de desperdício mínimo de cada alimento (até talos, sementes e cascas são aproveitados).

BIO6Das cinco saladas fixas (25 reais cada uma), servidas em bowls, duas se destacaram: a italiana (foto), com rúcula, farfalle integral, tomate assado, queijo fresco e croûtons ao molho pesto de manjericão e alho-poró; e a oriental, feliz combinação de bifun (macarrão de arroz), moyashi (broto de feijão), acelga, repolho-roxo, brócolis, gergelim e sunomono de pepino ao molho de shoyu, missô e gengibre.

Na seção de grelhados (29 reais cada um), há quase sempre um peixe (numa das visitas, o bom pintado na folha de bananeira) e o bife de peixinho, corte extraído na paleta do boi, que chegou macio e no ponto pedido, com o miolo rosado. Falta ajustar as guarnições (9 reais cada uma). A farofa de talos apresentava um ranço forte de manteiga e o feijão-preto veio em porção diminuta e quase sem caldo.

O estrogonofe (foto), sem dia certo para aparecer, também é ótima pedida.

BIO2Também é farta a oferta de bebidas. Há sucos interessantes, como o de atemoia com laranja; refrescos e refrigerantes feitos na casa; caipirinhas como a de lima-da-pérsia e uma seleção de boas cervejas (24 reais cada uma). Entre elas, um rótulo do estilo sour (propositadamente azedo) com graviola na receita da cervejaria paranaense Way; e a american IPA Camale Shock, da cervejaria paulista Camale Brewery. Prefira conhecer o Bio durante o dia, quando a luz natural invade o ambiente envidraçado e dá outro colorido ao espaço para 140 pessoas.

Bio – Comer Saudável
Rua Horácio Lafer, 38, Itaim Bibi, tel.: (11) 3071-1968.
Segunda a domingo, 8h/23h.

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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