Cinco ótimos deliveries especializados numa única receita que você precisa conhecer

Os desafios impostos pela pandemia fizeram muita gente transformar antigos hobbies culinários numa fonte de renda fixa. Os restaurantes também tiveram que se virar e lançaram marcas virtuais mais baratas focadas somente em entregas em domicílio. Confira uma seleção de cinco deliveries especializados numa única receita que você precisa conhecer.

# Arroz Malandro (@arrozmalandro)
Criador da Adega Santiago, o restaurateur Ipe Morais lançou no início de abril uma marca de delivery focada em receitas com arroz — uma das especialidades do seu badalado bar-restaurante ibérico. No cardápio, aparecem os arrozes de camarão (82 reais), de frutos do mar (88 reais), de pato (71 reais), de rabada (74 reais) e o chamado braga (54 reais), combinação de frango desfiado e (pouca) linguiça portuguesa. No teste realizado, destacou-se o arroz de polvo (79 reais), saboroso, incrementado com brócolis e com o polvo em ponto perfeito de cozimento. No futuro, Ipe pretende transformar a dark kitchen num restaurante aberto ao público. Onde pedir: iFood.

# La Empanada Chilena (@laempanadachilena)
Depois de mais de 10 anos num emprego de carteira assinada, a simpática paraibana Monique Chagas decidiu no ano passado empreender no ramo culinário. Resolveu apostar num salgado ainda pouco conhecido pelos paulistanos: as empanadas chilenas — elaboradas a partir de uma receita da família do marido, que tem padrasto chileno. Maiores que as argentinas, com 130 gramas, as empanadas chilenas têm massa leve e fininha e saem do forno douradas (nunca tostadas ou queimadinhas). Entre os nove recheios disponíveis estão o de três queijos (mussarela, parmesão e requeijão; 11 reais); o de carne com a suave pimenta chilena merkén (9,50 reais) e o ótimo caprese (12 reais), com mussarela, manjericão e tomate. Onde pedir: iFood e WhatsApp (11 95922-6109). Retirada de pedidos na Avenida dos Jamaris, 505, Moema.

# Omilhóó (@espaçoarimba)
Com cardápio repleto de delícias caipiras brasileiras, o Arimbá acaba de ganhar um novo braço culinário. A chef e proprietária Angelita Gonzaga resolveu criar uma loja virtual especializada num dos sucessos do restaurante — o pastel de angu (5,70 reais). Diferentemente do pastel tradicional (que leva farinha de trigo), o quitute mineiro é preparado com fubá de milho e por isso tem massa mais firme. No teste realizado, fez bonito o pastelzinho de chilli, de inspiração mexicana, recheado de carne moída, feijão-vermelho e pimenta jalapeño. Também vale a pena provar o pérola negra (massa com carvão ativado e recheio de queijo montanhês) e o de linguiça de produção própria com o mesmo queijo. Onde pedir: iFood e WhatsApp (11 93454-9337).

# Cuscuz da Malu (@cuscuzdamalu)
Publicitária por profissão e cuscuzeira por paixão, Maria Luiza Zacarias, a Malu, conquistou muitos corações na cidade com suas versões de cuscuz paulista, vendidas por encomenda numa loja virtual. Ela aprendeu a receita com Dona Naci, mãe de uma amiga. Macio e cheio de sabor, o cuscuz de camarão (42 reais; individual) é especial. Leva palmito, azeitona verde e uma boa quantidade de camarão. Além dele, há outros seis sabores salgados — 1) paulista com sardinha; 2) paulista com sardinha e camarão; 3) bacalhau gadus morrhua; 4) frango; 5) palmito e 6) milho ao curry — e um doce, de tapioca. Onde pedir: aplicativo Goomer e WhatsApp (11 99754-2112).

# Stroganov (@stroganovoriginal)
Depois de uma viagem à Rússia, os sócios do bar Vaca Veia decidiram montar no Itaim uma cozinha de delivery para preparar um prato da terra dos czares que se popularizou pelo mundo: o estrogonofe. Mas não a receita em sua versão abrasileirada (com catchup e creme de leite) e sim a original russa. Leva um delicioso e encorpado molho glacê com especiarias, que demora três dias para ficar pronto. São quatro versões: carne bovina angus, camarão, frango e vegetariano (cogumelos paris e shiitake), em porção para uma ou três pessoas. Todos acompanham ótima batata-palha feita na casa, bem fininha, e arroz branco. Onde pedir: iFood, Rappi e aplicativo próprio da marca.

Fotos do abre: @cuscuzdamalu
Foto do pastel de angu: @espaçoarimba

 

 

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

Seja o primeiro a comentar