Criado por paulistana que morou em Israel, Yalah atrai com receitas judaicas caseiras

As restrições impostas pela pandemia pegaram de surpresa não só os donos de bares e restaurantes já estabelecidos como aqueles que se preparavam para estrear no ramo da gastronomia. Muitos, com o projeto já engatilhado, tiveram que se adaptar à nova realidade.

Foi o caso do Yalah Falafel, endereço de comida israelense que inicialmente teria um salão para receber clientes e acabou inaugurado em junho em São Paulo como um ghost restaurant (ou dark kitchen) — ou seja, focado em encomendas para viagem.

Por trás da empreitada está a designer Suzana Goldfarb, que morou cinco anos em Israel, onde aprendeu a preparar a receitas cotidianas de lá. “Transitei entre a ruralidade do kibutz, o cosmopolitismo de Tel Aviv, o arcaísmo delicioso de Jerusalém e a hospitalidade da casa de amigos israelenses”, conta ela. “A ideia é apresentar toda a diversidade da cozinha de Israel, seja nas casas de árabes, seja na de israelenses”.

No projeto, conta com a participação do marido Mauro Brosso, também paulistano e com a mesma idade — 34 anos. Ele deixou a profissão de editor de livros para se tornar padeiro e cozinheiro. É ele quem assa diariamente os macios e grandões pães pita que acompanham algumas sugestões.

Bolinho frito de grão-de-bico tradicional em todo o Oriente Médio, o faláfel (12 reais; 5 unidades; foto) é boa pedida para abrir o apetite. É temperado com salsinha, gergelim e coentro.

Ainda melhor são as pastas típicas, a exemplo do homus (pasta de grão-de-bico; 15 reais), também oferecido numa tentadora versão com cogumelos salteados no azeite (26 reais).

Vale provar também a ótima coalhada seca de kefir (18 reais; foto), de acidez marcante e temperada com páprica, e o babaganuche (pasta de berinjela; 20 reais), de gostinho defumado e servido numa berinjela grelhada.

Outras receitas provadas — e aprovadas — no teste foram o picles artesanal ao estilo judaico (8 reais a porção); o kebab de carne (20 reais; três unidades) com delicioso toque de cravo; e o salmão lox (forma de cura de origem judaica), maturado no gim, raspas de limão-cravo e dill (25 reais; 100 gramas).

As sugestões podem ser pedidas em combos para 1 pessoa (a partir de 36 reais) ou individualmente. É necessário encomendar com pelo menos 1 dia de antecedência. As entregas são às quartas, quintas e sextas, a partir das 18h, e também aos domingos, no período do almoço.

Yalah Falafel (@yalahfalafel)
Rua Manoel da Nóbrega, 1240, Paraíso.
É impreterível encomendar previamente.
Delivery pelo Goomer (www.goomer.app/yalah-falafel)
ou pelo WhatsApp (11 9-9383-8465).
www.yalahfalafel.com.br.



HIGHLIGHTS
Yalah Falafel

Faixa de Preço: $
Tipo de Cozinha: Judaica

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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