Mítico clube nova-iorquino de jazz Blue Note inaugura uma bacana filial carioca, na Lagoa

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O Rio de Janeiro entrou no mapa de uma das maiores casas de jazz do mundo. Acaba de ser inaugurada (31/8) na Lagoa uma filial do mítico clube nova-iorquino Blue Note. A casa carioca é sétima sucursal do endereço fundado em 1981, no Greenwich Village, por onde já passaram nas últimas décadas feras do calibre de Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald e Stevie Wonder. Há também filiais na Califórnia, Havaí, Milão, Pequim, Tóquio e Nagoya e a meta dos sócios brasileiros do negócio é inaugurar um Blue Note em São Paulo em meados de 2018.

BLUENOTE2No 1º andar do complexo Lagoon, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, o Blue Note Rio ocupa o espaço da extinta casa de shows Miranda. Apesar dos mais de 300 lugares, o novíssimo inquilino conseguiu criar na reforma uma autêntica atmosfera de clube de jazz. O lugar tem boa acústica, luz difusa, pé-direito baixo e configuração de mesas que confere clima intimista às apresentações.

BLUENOTERIO4Outra novidade: comum lá fora, mas não aqui, alguns shows internacionais terão duas sessões na mesma noite (às 20h e 22h30 ou às 21h e 23h30, dependendo do dia). É o caso, por exemplo, das apresentações do saxofonista americano Maceo Parker (7 e 8/9) e de Sergio Mendes (9 e 10/9), carioca radicado em Los Angeles desde 1964 e conhecido pela versão de Mas que Nada (de Jorge Ben), regravada em 2006 pelo grupo Black Eyed Peas com participação do próprio Sergio Mendes.

Vale a pena chegar mais cedo ao Blue Note Rio por dois motivos — os lugares em cada um dos setores não são marcados (e quem chega primeiro se dá bem) e ainda para aproveitar o menu do chef Pedro de Artagão (do Irajá Gastrô, Formidable Bistrot e Azur), apesar do preço exagerado de algumas sugestões. Entre elas está o rigatoni alla vodca com camarão (78 reais; foto), que traz equilibrado molho de tomate, creme de leite e vodca.

BLUENOTERIO5A seleção etílica inclui (poucos) vinhos como o agradável cabernet franc Luiz Argenta 2012 (132 a garrafa), da Serra Gaúcha; drinques clássicos a exemplo do negroni — que merecia gelo de melhor qualidade —; e seis receitas de gim-tônica. Prove a ótima versão com Hendrick’s (36 reais; foto), gim escocês infusionado com pepino e rosa.

A agenda do Blue Note Rio destaca ainda Baby do Brasil (16 e 17/9), Banda Black Rio (21 e 22/9), Orquestra Atlântica e Marcos Valle (23/9), Anne Paceo (27/9), Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal (28/9), Ala.ni (4/10), Chris Botti (5, 6, 7 e 8/10), Teresa Salgueiro (11 e 12/10) e Chick Corea (20/10). Mais informações no bluenoterio.com.br.

Blue Note Rio
Avenida Borges de Medeiros, 1424, Lagoa, Rio de Janeiro, tel.: (21) 3577-4477.
www.facebook.com/BlueNoteRio

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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