Nova empreitada do dono do Pinati, descolado Nosh serve ótimos sanduíches no pão pita

Na região central de São Paulo, Santa Cecília reforçou seu status de novo quadrilátero hipster paulistano com a chegada do Nosh Street Food. Inaugurada em fevereiro e logo no mês seguinte obrigada a migrar para o delivery, a descolada lanchonete já voltou a receber clientes em seu diminuto salão na Rua Baronesa de Itu, a uma quadra da Avenida Angélica.

Tanta procura para provar os sanduíches preparados ali se justifica pela presença entre os sócios de Alon Berlovich, da hypada lanchonete judaica-kosher Pinati (conhecida pelos ótimos shawarmas e hambúrgueres).

Sua sócia nesta nova empreitada é uma amiga de infância, Julia Friedman, que comanda o salão. Deliciosos, os sanduíches do Nosh são preparados num único pão, o pita, de fabricação própria. Pode-se escolher entre quatro cheeseburgers, como o x-nosh (27 reais), com cebola-roxa, picles de pepino e maionese.

Na visita, surpreendeu o arais (27 reais; foto), que traz cafta bovina bem temperada prensada chapa com mussarela derretida.

Outra ótima surpresa é o sanduíche de pastrami (39 reais; foto), em tamanho que vale uma refeição. Apetitoso, traz fatias de pastrami de brisket (peito bovino) mais cebola caramelizada, picles e uma deliciosa e fresca maionese de dill com mostarda.

A casa prepara ainda sandubas vegetarianos, entre eles o de faláfel (32 reais) e o de couve-flor (29 reais), e com empanados bem sequinhos, como o de filé de merluza (35 reais; foto), repolho refogado, couve frita, vinagrete de tomate e maionese caseira com mostarda e mel.

Quatro rótulos de cerveja compõem o time alcoólico: Heineken (9 reais), Praya (14 reais) e os chopes da paulistana Trilha, pilsen (21 reais) e IPA (23 reais).

Nosh Street Food (@nosh_sp)
Rua Baronesa de Itu, 126, Santa Cecília.
Terça a domingo, 18h às 22h.
Entregas pelo iFood e pelo Rappi.

Foto do arais: @kato78



HIGHLIGHTS
Nosh Street Food

Faixa de Preço: $
Tipo de Cozinha: Sanduíches

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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