[SP] Cena hipster na Mooca ganha mais um endereço bacana, o descolado Hospedaria

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A cena hipster que tem mudado a cara da tão italianíssima Mooca continua a se frutificar. Depois da chegada ao bairro de endereços como o bar Cateto, o bar-balada BTNK, o Cadillac Burger e A Pizza da Mooca, juntou-se ao time no fim do ano passado o descolado Hospedaria.

HOSPEDARIA7Boa notícia: antes aberta só para o almoço, a casa começou a funcionar recentemente (25/1) para o jantar, nas noites de 3a-feira a sábado. O novo restaurante foi criado pelo jovem chef Fellipe Zanuto, nascido e criado no bairro e também dono d’A Pizzaria da Mooca. Ocupa um galpão espaçoso e cheio de astral, com cozinha aberta para o salão de 72 lugares, na Rua Borges de Figueiredo, bem em frente à tradicional doceria Di Cunto.

HOSPEDARIA3O cardápio, enxuto e tentador, lista cinco entradas e sete pratos que tiveram como inspiração receitas paulistanas de antigamente ou trazidas pelos imigrantes — especialmente os italianos. Para começar, vale provar a linguiça imigrante (28 reais), de carne suína e feita na casa. O embutido é primeiro cozido em baixa temperatura e depois grelhado. Vem acompanhado de pão de milho, mostarda fermentada, picles de pepino e geleia de cebola-roxa assada. Também em tamanho para compartilhar é a saborosa bruschetta (34 reais; foto), que combina tomates orgânicos em várias versões (cru, confit, picles e tostado) e manjericão. É montada num pão feito com massa de pizza — que no dia da visita chegou muito branquinho, pedindo mais uns minutinhos no forno a lenha.

HOSPEDARIA2Dois pratos se destacaram: o pappardelle à bolonhesa (42 reais; foto), com massa fresca feita na casa, molho de tomate com carne suína e bovina e queijo meia-cura ralado. É finalizado em forno a lenha, daí seu aspecto chamuscado. Também merece atenção o bife a cavalo (72 reais; foto), preparado com coxão mole de gado wagyu cozido em baixa temperatura por 15 horas. O prato traz ainda purê de batata, acelga assada na manteiga, gema curada, molho demi-glace e cebola caramelizada.

A sugestões para bebericar incluem um chope rotativo da cervejaria paulistana Urbana (no dia da visita, o ótimo strong golden ale Gordelícia; 14 reais) e drinques como o americano (campari, vermute tinto e club soda). A casa prepara também uma gostosa ginger ale (sem álcool; 8 reais), com xarope de gengibre, suco de três limões e água com gás. A tímida carta de vinhos, um item a melhorar, tem a curiosidade de só exibir rótulos brasileiros, como o premiado pinot noir Ana Cristina 2014 (146 reais), elaborado na vinícola Villagio Bassetti, em São Joaquim, Santa Catarina, que foi eleito o melhor pinot noir brasileiro pelo guia Adega de Vinhos Brasileiros 2016-2017.

Hospedaria
Rua Borges de Figueiredo, 82, Mooca, tel.: (11) 2291-5629.
Terça a quinta, 12h/15h e 19h/23h;
Sexta, 12h/15h e 19h/23h30;
Sábado, 12h/16h e 19h/23h30;
Domingo, 12h/16h;
Fecha às 2as-feiras



HIGHLIGHTS
Hospedaria

Faixa de Preço: $$
Tipo de Cozinha: Variada

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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