Dez dos melhores sanduíches de São Paulo que podem ser pedidos em casa na quarentena

Bares, restaurantes e lanchonetes paulistanos aperfeiçoaram de tal maneira o delivery nesta quarentena que pedir sanduíches em casa passou a não ser mais um problema. Agora, em geral, não chegam mais desmontados e sim embrulhados adequadamente em embalagens de papel ou acondicionados em caixinhas customizadas. Confira uma seleção de 10 dos melhores sandubas de SP que podem ser pedidos por delivery ou retirados em seus respectivos endereços.

# Bun bah, do bar Me Gusta (@megusta.bar)
Um dos sucessos da chef-empreendedora Renata Vanzetto (dona também do Muquifo, Ema e Matilda), o Me Gusta alia comidinhas de várias nacionalidades, como o delicioso sanduíche bun bah (33 reais). No pão de brioche, traz sobrecoxa desossada empanada em farinha panko mais avocado, picles de cebola-roxa, maionese picante e folhas de coentro, que marcam o sabor e dão um toque especial ao conjunto. Pedidos no iFood.

# Beirute, do Frevo (@frevolanches)
Servido desde 1956 e uma verdadeira instituição paulistana, o beirute da lanchonete Frevo da Rua Oscar Freire não pode faltar em qualquer lista dos melhores sanduíches de SP. O cardápio reúne 17 sugestões de beirute no pão sírio, dos mais o mais famoso é o de rosbife, queijo derretido, tomate e orégano. São duas versões: o mini (70 gramas de rosbife no pão de 12 centímetros; 20 reais) e normal (110 gramas de rosbife no pão de 18 centímetros; 37 reais). Não esqueça de pedir à parte a ótima maionese caseira (3,70 reais). Pedidos pelo iFood.

# Shawarma de frango, do Pinati (@pinatisp)
Um dos sanduíches mais célebres do Oriente Médio, o shawarma é um dos destaques da lanchonete kasher Pinati, comandada pela família Berlovich em Santa Cecília. Com tamanho que vale uma refeição, a versão de frango (46 reais) traz lascas de coxa e sobrecoxa assadas no espeto giratório vertical mais tomate, pepino e homus enrolados no pão lafa caseiro. Atenção: em respeito ao Shabat, fecha nas sextas às 15h e não funciona aos sábados. Delivery pelo iFood.

# Sanduíche arais, do Carlinhos (@carlinhosrestaurantesp)
Histórico endereço do Pari, fundado em 1971, o restaurante Carlinhos ganhou nova sede no ano passado. Passou a ocupar um salão novinho em folha dentro de um shopping do Brás. Quem bate cartão em suas mesas não deixa de pedir o arais (12 reais), sanduíche inventado ali nos anos 1980 pelo já falecido fundador, Missak Yaroussalian, o “Carlinhos”, que nasceu na Síria em uma família de origem armênia e veio para São Paulo com 3 anos. Atualmente no comando da casa, seus filhos Fernando e Fabio Yaroussalian cuidam com zelo da receita. É um sanduíche simples e delicioso. Bem fininho, traz cafta bem temperada prensada no pão sírio tostado. Vale provar a versão incrementada com mussarela derretida (15 reais). Pedidos por iFood e também direto na casa, nos tels.: (11) 99501-9582 e 99212-4680.

# Wrap armênia, do Dozza (@esfihasdozza)
Fundado em 1956 em Osasco pelo imigrante Boos Oxoolania (o Sr. Dozza) — e hoje sob tutela de suas filhas gêmeas e quatro netos —, o endereço armênio ganhou em dezembro sua primeira filial paulistana. Antenada com os novos tempos, a casa lançou um tentador wrap, batizado de armênia (28,50 reais). Em tamanho generoso, o sanduíche enrolado no pão folha tem recheio de omelete de mussarela com basterma (carne curada à moda armênia), coalhada seca e vinagrete.

# Bun de kimchi pork, do Hidden by 2nd Floor (@hiddenby2ndfloor)
Um achado em Moema, o endereço oriental do cozinheiro Luis Yscava prepara um dos melhores buns da cidade. Da cozinha aberta para o diminuto salão saem tentadores sanduíches no bun, aquele pão fofinho cozido no vapor. Entre as seis versões, destaca-se o kimchi pork (17 reais), com pancetta desfiada, hoisin (espécie de barbecue oriental), kimchi (conserva de acelga picante) e cebolinha. Delivery pelos aplicativos Delivery do Bem e iFood.

# Ciabatta de presunto cru e brie, do Gero Panini (@fasano)
A sanduicheria da grife Fasano, aberta no ano passado, celebra os sanduíches típicos da Itália com ingredientes de primeira, receitas sem firulas e, claro, preços elevados. Uma das melhores sugestões na ciabatta de fermentação natural é o de presunto cru, queijo brie, alface e tomate (58 reais), que chega com o pão quentinho e o queijo derretido. Custa 58 reais e acompanha salada de alface e tomate ou batata frita rústica com alecrim. O delivery da casa é pelo link https://deliverydireto.com.br/geropanini.

# Sanduíche de pastrami, da Mercearia São Pedro (@merceariasãopedrooficial)
Histórico pé-sujo da Vila Madalena fundado em 1968, o botecão da Rua Rodésia virou ponto de encontro de descolados, culturetes e afins. Muito antes do “raior gourmetizador” atingir o pastrami, a casa já preparava um sanduíche roots com a carne bovina curada e defumada. Servido quente no pão francês, leva pastrami, chucrute, picles e queijo prato derretido. Sai 27 reais e pode ser encomendado pelo WhatsApp (11) 94709-9770.

# Katsu-sando, do Tan Tan Noodle Bar (@tantannb)
O festejado endereço de Pinheiros, do chef Thiago Bañares, prepara uma das melhores versões paulistanas deste clássico dos izakayas. A receita, popular nas ruas de Tóquio, reúne tonkatsu, pão de forma e molhos variados. No Tan Tan Noodle Bar, a barriga de porco é previamente cozida lentamente antes de ser empanada com ovo e farinha do tipo panko. Depois, é montada como um sanduíche no pão de miga bem fofinho lambuzado com molho agridoce e maionese. Preço: 36 reais, pelo Rappi.

# Sanduíche de brisket, do Bark & Crust (@barkncrust)
Inaugurada neste ano por Daniel Lee, um dos papas brasileiros em american barbecue, a casa de Pinheiros prepara um parrudo sanduiche de brisket, corte extraído do peito bovino. A carne é lentamente defumada com lenha de macieira na churrasqueira fechada pit smoker. O sanduba leva 130 gramas da carne no pão de fermentação natural mais vinagrete e maionese (que podem ser pedidos à parte). Custa 36,70 e está disponível pelo iFood.

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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