Novidades bacanas impulsionam tendência dos drinques artesanais engarrafados

O que parecia uma moda passageira derivada da pandemia, a tendência dos drinques artesanais engarrafados mostrou que chegou mesmo para ficar. Muitos bares, reais ou virtuais, têm abraçado o segmento, que segue em expansão e ganhando ótimas novidades.

Confira a seguir cinco lugares bacanas para pedir seu coquetel em casa:

# Sip Lovers (@siplovers)
Criado no início da quarentena com o propósito de ajudar os bares com garrafinhas para delivery, o SIP LOVERS transformou-se também num cloud bar. A plataforma lança nesta sexta-feira (28/5) uma série colecionável de garrafas de 700 mililitros com belíssimos rótulos assinados por artistas como Eduardo Srur, Chris Ameln e Carolinna Drummond. Nesta primeira leva, foram contemplados quatro coquetéis: o clássico dos clássicos old fashioned; o contemporâneo paper plane (criado por Sam Ross no Violet Bar, em Chicago); o reverse vesper martini, que leva dois destilados premium japoneses (o gim Roku e a vodca Haku) mais o aperitivo Lillet; e o manhattan employees only — releitura do manhattan com licor de laranja e um toque extra de vermute e angostura, que conferem notas cítricas e adocicadas. Preço: de 158 a 220 reais (garrafa de 700 mililitros). Disponível para venda no site www.siplovers.com e pelo Instagram (@siplovers).

# Localle Café (@locale.caffe)
A chegada do bartender Márcio Silva (que saiu do bar Guilhotina) deu impulso à coquetelaria deste simpático híbrido de café e bar italiano do Itaim. Pelo delivery, a casa solta drinques típicos da Bota, preparados sobretudo com Campari, Aperol ou prosecco. No teste realizado, agradaram o negroni (gim, Campari e blend de vermutes, entre eles o Cinzano di Torino 1757) e o sollevato (bourbon, Campari, Cynar 70, vermute tinto e bitters), de paladar caramelado. Outras sugestões são o pickles martini (gim infusionado em picles e vermute seco) e o cardinale (gim, Campari e vermute seco). Disponíveis pelo Rappi em garrafas de 150 mililitros (32 reais) e 375 mililitros (82 reais).

# Astor (@barastor)
O célebre bar Astor já vendia seus coquetéis engarrafados, mas decidiu impulsionar o negócio em parceria com a APTK Spirits, do conhecido bartender Alê D’Agostino. Em abril, a casa lançou os drinques “Astor by Apothek”, que podem ser pedidos por delivery (iFood, Rappi, Uber Eats e Devoro). Entre as sugestões em garrafa individual de 100 mililitros estão clássicos bem-executados como negroni (31 reais), dry martini (31 reais), gim-tônica (41 reais) e old fashioned (39 reais). É possível pedi-los também na garrafa maior, de 375 mililitros (de 98 a 134 reais cada um).

# Sylvester (@sylvesterbarsp)
Os drinques engarrafados do boteco do bartender Rogério “Frajola” merecem entram na seleção não só pela execução como também pelo preço camarada — custam 23,90 reais cada um. Ele prepara em garrafinhas individuais clássicos como boulevardier, cardinale, rabo-de-galo e old fashioned. Duas dicas imperdíveis: o dry figo (foto), versão do potente dry martini suavizada pela infusão de figo no gim (a fruta aparece ainda na decoração, no lugar da azeitona) e o equilibrado martinez, que leva gim, vermute tinto Carpano Clássico e licor maraschino Luxardo.

# Santana Bar (@_santanabar)
Melhor novidade surgida entre os bares de coquetelaria em 2020, o Santana Bar, do bartender Gabriel Santana, também se entusiasmou em engarrafar seus néctares etílicos. Os drinques (com 100 mililitros cada um) só são produzidos e envazados na hora que o cliente faz o pedido. Das criações próprias, sobressai o ótimo moringa (37 reais), que tem a goiaba como protagonista. Outra escolha sem erro é o limessy (37 reais). Complexo, com notas cítricas e lácteas, combina gim, milk punch (técnica de clarificação com leite), ameixa e limão-taiti. Não possui delivery, mas é possível combinar a retirada do pedido com o bar e acionar aplicativos como o Loggi.

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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