Sucesso do Patties embala inauguração de novas hamburguerias virtuais em São Paulo

Aberto no ano passado no Brooklin e prestes a ganhar sua terceira unidade, em Pinheiros, o Patties transformou-se num case paulistano com seus ultra-smashed burgers — aqueles fininhos, prensados na chapa — inspirados nos das célebres redes de fast-food dos EUA.

Em parceria com a startup Mimic, a lanchonete opera atualmente com cinco dark kitchens espalhadas por várias regiões de São Paulo (avenidas Rebouças e Bandeirantes e nos bairros da Barra Funda, Vila Mariana e Mooca). Com isso, virou um fenômeno no delivery nesta quarentena, com cerca de 100 mil hambúrgueres vendidos por mês e área de cobertura gigantesca nas entregas.

Este estrondoso sucesso fez brotar na cidade pelo menos três hamburguerias virtuais que emulam o formato do Patties. Todas elas oferecem smashed ou ultra-smashed burgers, têm cardápio bem enxuto (com no máximo cinco sanduíches), e, claro, apostam também em preços camaradas.

Avaliamos abaixo três das “crias” do Patties (nenhuma delas, porém, faz frente à original).

1º) Doug’s (@dougsburger)
A marca, que expede os pedidos de uma dark kitchen no Itaim, foi a que se saiu melhor no teste realizado. Foi inaugurada em julho pelo 55 Group (de endereços como Bottega Bernacca, Santo Pão, Bagatelle e Burger Joint). Como a concorrente Patties, a Doug’s aposta nos ultra-smashed burgers e nos preços camaradas. Os sanduíches são apetitosos e levam sempre dois discos de carne bem fininhos, de 40 gramas cada um. Num dos testes, porém, um dos sanduíches chegou amassado. A melhor pedida é o da casa (15 reais), inspirado num dos maiores sucessos do Patties e também no cheeseburger do McDonald’s — pão, carne, queijo, picles, cebola, catchup e mostarda.

2º) Osso Smash House (@smashhouseosso)
O estrelado chef peruano Renzo Garibaldi é quem assina o cardápio da hamburgueria, na ativa desde junho. A marca, que irá ganhar em breve um espaço físico, pertence aos irmãos Guilherme e Gustavo Mora, filhos de Alexandre Mora — dono do Cór, restaurante para o qual Garibaldi também prestou assessoria. A casa anuncia que os smash burgers são preparados com cortes dry aged (ou seja, maturados a seco), embora seja difícil perceber tal nuance no sabor já que a carne chega fininha e bem passada. No teste realizado, o cheeseburger (14,90) apresentou-se um tanto seco e foi salvo pela maionese enviada à parte (infelizmente, em pouca quantidade).

3º) Wee Smash Burger (@weeburger)
Na esquina da Rua Amauri com a Avenida Faria Lima, o Muda Organic Burger lançou durante a quarentena a marca virtual Wee Smash Burger, focada em hambúrgueres fininhos de 80 gramas preparados com carne bovina orgânica. Um atrativo é o preço: cada um custa entre 11 e 16 reais (ou 10 reais, de segunda a quarta). São apenas quatro sanduíches, um deles uma imitação do cheeseburger do McDonald’s. A impressão no teste realizado foi que o tamanho do pão e a quantidade de ingredientes (catchup, mostarda, picles e cebola) ofusca o sabor da carne, quase imperceptível. O cheese bacon (16 reais) vem com generosas tirinhas de barriga do porco.

Ouça nosso podcast Varados de Fome sobre este tema.
(Acesse pelo Taste and Fly e nas principais plataformas de streaming)

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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