Novo Shuk leva faláfel, shawarmas e outras delícias do Oriente Médio ao Baixo Pinheiros

Paulistanos na faixa dos 35 anos, Suzana Goldfarb e Mauro Brosso lançaram durante a pandemia um dos projetos gastronômicos mais interessantes surgidos neste período, o Yalah Falafel, focado em comida de rua de Israel — país onde Suzana morou por cinco anos.

A marca que começou como uma dark kitchen no Paraíso e depois foi convidada para participar da plataforma de delivery Devoro, da poderosa Cia Tradicional de Comércio, ganha agora o primeiro endereço físico, no burburinho do Baixo Pinheiros.

A estreia da casa de rua trouxe também uma mudança de nome. Passou a se chamar Shuk.

Com cardápio que abraça célebres receitas do Oriente Médio — sírio-libanesas, israelenses e turcas, principalmente —, o descolado endereço de cozinha rápida chegou no fim de maio a uma simpática esquina da Rua Ferreira de Araújo.

Duas pedidas obrigatórias entre as entradas são o sequinho e bem temperado faláfel (22 reais; 5 unidades; foto) — certamente um dos melhores da cidade — e o trio de pastas típicas (48 reais; foto). Dele fazem parte coalhada seca de boa acidez com azeite de zátar libanês, homus e babaganuche de gostinho defumado com semente de romã.

Depois, escolha um dos sanduíches de rua ou um dos espetos ao estilo turco preparados no calor na brasa junto com vegetais variados.

Na visita, agradou o sanduíche de peito de frango empanado na farinha panko (36 reais) com gergelim, servido dentro de um pão pita com repolho, tomate, pepino, hortelã, picles e molho tatabili (de pimentão verde cozido em suco de limão-siciliano e outros temperos).

Há também os tradicionais shawarmas nas versões carne (corte do contrafilé conhecido como bananinha), frango e cordeiro (46 reais). Vêm enrolados no pão folha com picles, salada e batata frita, tudo dentro do sanduíche.

Entre os kebabs, o churrasco do Oriente Médio, prove o merguez (48 reais), um cafta de cordeiro com especiarias, de sabor potente, que tem coloração avermelhada por causa da páprica que vai na receita.

Cai bem para acompanhar o mjadra (28 reais), receita milenar árabe que leva arroz, lentilha e cebola frita (que pedia um toque de azeite para ficar mais úmida e apetitosa).

Para bebericar, vá na levinha pilsen libanesa Almaza (25 reais; 500 mililitros; foto).

Shuk (@shukfalafel)
Rua Ferreira de Araújo, 385, Pinheiros.
Telefone: (11) 99383-8465.

Terça a quinta, 12h/15h e 19h/22h30;
Sexta, 12h/15h e 19h/23h;
Sábado, 12h/23h;
Domingo, 12h/17h;
Segunda (só almoço), 12h/15h.
Delivery das 11h às 23h pelo aplicativo Devoro.

Fotos das pastas típicas e do sanduíche: Amanda Francelino/Divulgação.

 



HIGHLIGHTS
Shuk

Faixa de Preço: $$
Tipo de Cozinha: Comida de rua do Oriente Médio

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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