Boato, no Itaim, atrai com cardápio criativo, chamativa ambientação e bartender premiada

A privilegiada esquina da Rua Pedroso Alvarenga onde funcionava a unidade do Itaim Bibi do restaurante francês L’Entrecôte de Paris (que se mudou para um imóvel perto dali) deu lugar a um grandioso e já concorrido bar-restaurante — o Boato, inaugurado três meses atrás.

A casa chama a atenção pelas bonitas instalações, pelo criativo cardápio de petiscos e pratos e ainda pela oferta de coquetéis.

O balcão é comandado pela paulista Bianca Lima (foto), campeã em 2021 da etapa brasileira do Diageo World Class Competition.

Ela assina um menu com dez receitas autorais, no qual algumas combinações se destacam mais do que outras — fuja das que levam uísque, com sabor muito pronunciado do destilado.

Um dos melhores é o chamado zum zum zum (35 reais; foto). Servido com uma luz por baixo do copo, o que cria um bonito efeito visual, o drinque apresenta uma equilibrada combinação do peculiar sabor ácido do cupuaçu com vodca e xarope de especiarias.

Dos clássicos, não perca o bloody mary (32 reais). É preparado com um ótimo suco de tomate caseiro — mais rústico, não coado — e sobressai pelo tempero de pegada oriental, que inclui shoyu, molho de ostra e óleo de gergelim.

A bartender Bianca é fã e executa com maestria o clássico moderno naked and famous. Criado por Joaquín Simó no bar nova-iorquino Death & Company, o drinque leva partes iguais de mezcal, licor Chartreuse amarelo e Aperol mais suco de limão fresco.

Ainda que nem sempre acerte, a cozinha carrega o mérito de fugir do óbvio em sugestões como o steak tartar com batata frita servido com um interessante sorvete de mostarda (56 reais).

Outras pedidas que agradaram foram os mini-hambúrgueres de vieira com lardo e ervilha-torta (54 reais) e as lulas empanadas com vinagrete de feijão-manteiguinha, coentro e flocos de peixe seco (42 reais).

Dos pratos, vale provar o arroz socarrat de costela com polvo e lula (89 reais) — técnica que deixa uma casquinha crocante no fundo da panelinha rasa de ferro — e a ótima pancetta com goiabada (64 reais; foto) com arroz puxado na wok com ovo, gengibre e amendoim.

O Boato pertence aos mesmos sócios dos bares Caulí, Olivo e Fortunato. Em breve, mais uma casa do grupo será inaugurada na Rua Mário Ferraz, no Itaim (onde era o MéZ).

Boato (@boato)
Rua Pedroso Alvarenga, 1135, Itaim Bibi.
WhatsApp: (11) 94167-5606.
Terça a quinta, 12h/15h30 e 17h30/0h;
Sexta e sábado, 12h/1h;
Domingo, 12h/23h;
Fecha às segundas-feiras.

Foto do drinque zum zum zum, do mini-hambúrguer e da pancetta: Leo Feltran/Divulgação.



HIGHLIGHTS
Boato

Faixa de Preço: $$$
Tipo de Cozinha: Variada

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

Seja o primeiro a comentar