Cultuada hamburgueria nova-iorquina Burger Joint inaugura filial nos Jardins

Ficou bem bacaninha a primeira filial brasileira da cultuada hamburgueria nova-iorquina burger joint, que inaugura para o público nesta 2a-feira (21/3). Na Rua Bela Cintra, quase na esquina com a Oscar Freire, a casa felizmente manteve o espírito de simplicidade da matriz, escondida por trás de uma cortina no lobby do hotel Le Park Meridien, a três quadras do Central Park.

BURGERJOINT3O endereço oferece apenas uma sugestão de hambúrguer de 140 gramas (delicioso, por sinal), feito de carne bovina angus. Pode ser incrementado ao gosto do cliente com queijos cheddar e colby, alface, tomate, picles, cebola-roxa e maionese. Simples assim. No melhor estilo Starbucks, pede-se o sanduíche (25 reais) no balcão e, quando pronto, os atendentes gritam pelo nome. Para completar o clima casual, a casa disponibiliza canetas para quem quiser assinar as paredes e, sobre as mesas, as nostálgicas bisnaguinhas de catchup (Heinz) e de mostarda (a de Dijon Grey Poupon).

BURGERJOINT2Tudo no burger joint é descartável, do papel-manteiga que embrulha os sanduíches aos copos descartáveis — usados até para o chope Heineken (9 reais), única opção alcoólica da casa (mais rótulos de chope e cerveja seriam bem-vindos). Outro ponto a melhorar é a exaustão da fumaça da grelha, que escapa o salão.

Fique atento: a lanchonete de 59 lugares não tem nome na fachada. É identificada apenas por um colorido neon (logotipo da casa; foto) na porta de vidro da entrada. O grupo que trouxe a marca ao Brasil é o mesmo de outros dois concorridos endereços dos Jardins, o restaurante Bagatelle e a boulangerie Santo Pão. A segunda unidade do burger joint inaugura já em abril — na Avenida Paulista, no revitalizado shopping Top Center.

burger joint
Rua Bela Cintra, 2116, Jardins.
Segunda, terça e domingo, 12h/23h;
Quarta, 12h/0h;
Quinta, sexta e sábado, 12h/1h.

Jornalista paulistano, foi crítico de bares da revista "Veja São Paulo" durante dez anos — período em que escreveu e foi jurado das edições anuais "Comer e Beber". Antes, trabalhou como colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" (de 1994 a 2001) e colaborou para os extintos "Jornal da Tarde" e "Época São Paulo". Nos últimos dez anos, visitou dezoito países, sempre em busca de bons lugares para comer, beber, badalar e exercitar a boemia.

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