A máxima de que não se deve julgar um bar por sua dimensão vale (e muito!) para o Sede 261. Inaugurado neste ano numa rua de paralelepípedos em Pinheiros, o liliputiano endereço (do tamanho de uma garagem) firmou-se como um pequeno grande bar de vinhos da cidade.
A alma do lugar são as sommelières-proprietárias Daniela Bravin e Cássia Campos (foto). Feras no assunto, garimpam rótulos em diversas frentes. Ou seja, só entram na seleção garrafas que fogem do óbvio e passam pelo crivo da dupla.
Elas mesmas servem os vinhos, atendem as mesas, prepararam a única sugestão de petisco do menu (a tábua de queijos artesanais e embutidos; 40 reais) e, no fim do expediente, ainda bebericam uma saideira com os últimos clientes da noite.
Decorado com simplicidade e capricho, o espaço aberto só três vezes por semana tem atmosfera que lembra alguns bars à vin europeus. Tem mesinhas na calçada e, na parte interna, somente uma disputada mesa comunitária de oito lugares (foto).
Todos os rotativos rótulos armazenados em nichos de concreto na parede podem ser pedidos em taça (a partir de 20 reais). O bacana é que são servidos em doses de 100 mililitros — permitindo provar pelo menos três vinhos diferentes numa só visita.
Além de brancos e tintos que mudam periodicamente, há quase sempre um exemplar de vinho laranja (de uvas brancas mas vinificado como tinto, ou seja, com o uso das cascas na fermentação).
Entre os rótulos provados que agradaram nas duas visitas realizadas estão o francês Gouleyant 2016, da região de Cahors, berço da uva malbec; e o shiraz sul-africano Dieu Donné 2015, de Franschhoek.
Na seleção de portugueses podem aparecer o interessante alentejano Argilla 2015, da Herdade da Anta de Cima, e o Quinta da Lapa Nana Reserva 2013, corte de syrah, touriga nacional e cabernet sauvignon elaborado no Tejo e com estágio de 12 meses em madeira.
As tardes de sábado costumam ser animadas no Sede 261. Neste dia, a partir das 14h, são servidas ostras de Santa Catarina (29 reais; meia dúzia) com molhos criados pela chef Yukie Kabashima, ex-Kinoshita. Fica atento: a casa fecha mais cedo aos sábados, às 22h.
Outra dica preciosa: como o Sede 261 não tem funcionários, vale sempre checar antes de sair se o bar está realmente aberto. Explica-se: quando estão em viagem ou feiras de vinhos, as donas são obrigadas a fechar por uns dias o endereço.
Sede 261
EndereçoRua Benjamim Egas, 261, Pinheiros · ver no mapaHorárioQuinta e sexta, 17h/23h;
Sábado, 14h/22h.
Fecha de domingo a 4a-feira.Contato(11) 3819-0618Preços$$ (intermediária) · valores citados na crítica: de 20 a 40 reaisInformações da crítica de julho de 2018. Horários e preços podem ter mudado desde então.
Site oficial: sede261.negocio.site
Bastidores das visitas, novas aberturas e a proxima critica antes de sair no site — em @tasteandfly.
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